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Presidentes da República que foram Maçons

Floriano Peixoto

Nascido em Ipioca (AL), a 30 de abril de 1839, e falecido a 29 de julho de 1895, em Barra Manja (RJ), Floriano foi o quinto filho de uma família paupérrima, tendo sido entregue, ainda recém-nascido, ao seu tio, coronel José Vieira de Araújo Peixoto, para que este o educasse. Ingressou na Escola Militar em 1861, participou da Guerra do Paraguai e exerceu diversos postos, já como militar graduado, como diretor do Arsenal de Guerra de Pernambuco, comandante das Armas da Província do Amazonas e presidente da Província do Mato Grosso, quando iniciou sua vida política, no Partido Liberal, em 1884. Em julho de 1889, era promovido a marechal-de-campo, quando já era, desde 8 de junho, Ajudante-General do Exército, o cargo mais importante, depois do ministro da Guerra.

Embora alguns autores ressaltem sua pálida participação no movimento republicano, a ele é creditada a pacífica mudança de regime, no Brasil. Como Ajudante-General do Exército, ele teve, por sua moderação e astúcia, importante atuação nos acontecimentos do dia 15 : no dia 14, quando, com o seu conhecimento, havia total agitação nos quartéis, ele informava, ao ministro da Guerra, que tudo ia bem; e, no dia 15, quando o chefe do Gabinete ministerial, visconde de Ouro Preto --- maçom, iniciado na Loja "Amizade" de S. Paulo --- ordenou-lhe que combatesse os rebeldes, ele retrucou: "As bocas de fogo, no Paraguai, senhor ministro, eram inimigas; aquelas que Vossa Excelência está vendo são brasileiras". E, assim, a república foi implantada sem o indesejável fratricídio. E foi eleito vice-presidente da República, quando Deodoro foi eleito presidente, mesmo fazendo parte da chapa de oposição, liderada por Prudente de Moraes, assumindo a presidência, após a renúncia de Deodoro, e salvando, com mão de ferro, o regime, que periclitava.

Quando Floriano assumiu o governo, os tempos eram agitados. Apesar dele ser o substituto legal de Deodoro, muitos não aceitaram essa legalidade, alegando ser necessária uma nova eleição, interpretando, à sua maneira, a Constituição. Isso acabaria fazendo com que o novo presidente enfrentasse uma séria oposição. Todavia, na sua obstinação de consolidar a República, Floriano nunca tomou conhecimento dos argumentos jurídicos, do Parlamento, das leis, da Justiça e até mesmo da Constituição. Os seus três anos de governo representaram uma série de infrações à lei. Mas ele salvou a República!

Enfrentou, ele, desde o início do governo, a reação monarquista, objetivando a volta do Império, e a rebeldia de grupos republicanos, que não reconheciam a legitimidade de seu governo e que divergiam no tocante a idéias e concepções relativas ao regime: os positivistas, mais encontrados nos meios militares, sob a influência de Benjamin Constant e outros seguidores de Auguste Comte, nos meios castrenses, eram adeptos da "ditadura republicana", com um governo central forte ; e os federalistas, apoiados pelas oligarquias dos grandes latifundiários, desejavam um poder central que fosse, simplesmente, um elo entre as unidades federadas, as quais deveriam ter ampla autonomia.

Não deixavam, os positivistas, de ter carradas de razões, pois se baseavam nas condições do povo brasileiro da época, cuja imensa maioria era analfabeta e largamente submetida, quase em regime feudal, à aristocracia rural; assim, era duvidoso o caráter representativo do processo eleitoral e só a ditadura da razão poderia conduzir, aos altos postos da República, os homens mais capacitados do país. Floriano seguiria, praticamente, essa orientação, pois, durante três anos, governaria com mão de ferro, cercando-se dos melhores homens e entregando o governo, ao final de seu mandato, ao seu sucessor, Prudente de Moraes, que era o representante das oligarquias rurais e, portanto, do federalismo, enquanto os militares positivistas retornavam à caserna, finda, que estava, a espinhosa missão de consolidar o regime.

Segundo recentes pesquisas realizadas em Alagoas, Floriano foi iniciado na Loja "Perfeita Amizade Alagoana", nº 181. a 15 de fevereiro de 1871, recebendo o nome simbólico de Carlos Magno. Seu tio, que o educou, era, na época, Secretário da Loja.


Biografia de outros presidentes da República do Brasil que foram maçons:


Deodoro da Fonseca - veja biografia
Prudente de Moraes - veja biografia
Campos Salles - veja biografia
Nilo Peçanha - veja biografia
Hermes da Fonseca - veja biografia
Wenceslau Brás - veja biografia
Delfim Moreira - veja biografia
Washington Luís - veja biografia
Nereu Ramos - veja biografia
Jânio Quadros - veja biografia