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Presidentes da República que foram Maçons

Jânio Quadros

Jânio da Silva Quadros, nascido em Campo Grande (MS), em 1917, e falecido em São Paulo, em 1991, foi advogado, professor e político de meteórica carreira.

Radicado em São Paulo, desde 1930, bacharelou-se, em 1939, pela Faculdade de Direito, e começou a advogar, ao mesmo tempo em que lecionava Português em colégios, até iniciar a sua vida política --- sendo, por ela, absorvido --- em 1947, quando, com campanha feita pelos seus alunos, foi eleito vereador à Câmara Municipal paulistana. Da Câmara, ele passou à Assembléia Legislativa estadual e, ainda em meio do mandato, elegeu-se prefeito de São Paulo ; na prefeitura, foi o líder de um movimento de renovação política, com base na eficiência da administração e na moralidade no trato da coisa pública. Posteriormente, como governador do Estado de São Paulo, consolidou a sua liderança, passando a representar a aspiração popular de reforma social, administrativa e econômica.

Eleito presidente da República, em 1961, mesmo enfrentando ferrenha oposição no Congresso Nacional, inaugurou uma nova forma de administração, reformulou a política financeira e inaugurou uma nova e independente política internacional, cujas maiores conseqüências foram o reatamento de relações diplomáticas com a União Soviética e a manifestação de solidariedade à autodeterminação do povo cubano, contrariando a orientação norte-americana. Tais fatos provocaram, evidentemente, reações das hostes direitistas e repercutiram nos órgãos de informação dos Estados Unidos, o que pode ter precipitado a queda de Jânio, efetivada com a renúncia à presidência, a 25 de agosto de 1961, por motivos não explicados. Porém, com os fatos vistos, já, a uma certa distância no tempo, pareceu, essa renúncia, um golpe estratégico, que não deu certo, graças a um mau assessoramento, ou a um erro de cálculo --- por ingenuidade, ou má-fé --- do ministro Pedroso Horta, do círculo íntimo de Jânio. Este pretendia ter tempo de chegar a São Paulo, antes do documento ser entregue ao Congresso, o que faria com que ele pudesse retornar ao cargo, por pressão das instituições e do povo, executando as reformas político-sociais, que o Congresso insistia em bloquear. E Pedroso Horta, provavelmente crendo que haveria certa demora na discussão da renúncia, no Congresso, entregou o pedido, logo em seguida, àquela casa legislativa. Todavia, na presidência dela estava o senador Auro Moura Andrade, que se tornara adversário velado de Jânio e que, em virtude disso, colocou o pedido em discussão imediatamente. E imediatamente ele foi aprovado, pois os adversários não iriam perder aquela oportunidade.

Tendo ido para o Exterior, após a renúncia, Jânio seria candidato a governador de S. Paulo, em 1962, sendo derrotado por Adhemar de Barros, porque o seu antigo aliado, Carvalho Pinto, que chegara ao governo do Estado graças ao apoio de Jânio, voltou-se contra ele, lançando outro candidato, o que dividiu forçar e abriu o caminho para Adhemar. Com seus direitos políticos cassados por dez anos, logo depois do golpe de 1964, Jânio só voltaria à vida política em 1985, quando foi eleito prefeito de São Paulo, ocasião em que voltou a imprimir o seu estilo austero e a sua marca administrativa à prefeitura da maior cidade brasileira, inaugurando uma era de grandes e importantes obras viárias.

Nessa mesma época, ele voltava à atividade maçônica, pois fora iniciado maçom, através da Loja "Libertas", de São Paulo, em 1946 --- quando a Loja estava no Grande Oriente do Brasil --- afastando-se logo depois, antes de ter atingido o grau de Mestre Maçom. Só voltaria, então, em 1985, através da Loja "Nova Era Paulista", da Grande Loja do Estado de São Paulo, sendo regularizado a 10 de outubro de 1985. A 24 de dezembro de 1989, desligou-se dela, para fundar a Loja "Luz do Oriente", também na Grande Loja.

NENHUM outro presidente da República, além dos citados, foi, comprovadamente, maçom.

Em 1992, durante um congresso de academias de letras maçônicas, em Caldas Novas (GO), presidido pelo autor desta obra, o presidente da Academia Brasileira Maçônica de Letras, Licínio Leal Barbosa, afirmou que Juscelino Kubitschek foi maçom. Diante da estranheza do autor, que solicitou a apresentação de um documento comprobatório da afirmação, foi-lhe prometido o envio de tal documentação. Passados DEZ anos, o autor ainda está à espera de que tais documentos cheguem às suas mãos.


Biografia de outros presidentes da República do Brasil que foram maçons:


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