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Presidentes da República que foram Maçons

Nilo Peçanha

Nilo Procópio Peçanha, nascido a 2 de outubro de 1867, num pequeno sítio, no Morro do Coco, em Campos (RJ), e falecido a 24 de junho de 1824, foi político, ministro de Estado, vice-presidente e presidente da República.

Depois de iniciar o curso de Direito, em São Paulo, bacharelou-se pela Faculdade do Recife, em 1887. Estabelecido em Campos, montou banca de advocacia e fundou o Clube Republicano da cidade. Com a implantação do regime republicano, elegeu-se deputado à Constituinte. Foi senador, em 1903, elegendo-se, a seguir, presidente do Estado do Rio. Nessa época já era maçom, pois fora iniciado, a 11 de outubro de 1901, através da Loja "Ganganelli do Rio". Foi Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil, de 23 de julho de 1917 a 24 de setembro de 1919, quando renunciou ao cargo, em vista da situação política do país, que exigia a sua atenção.

Eleito vice-presidente da República, em 1906, assumia, a 14 de junho de 1909, após a morte do presidente Afonso Pena, a chefia do governo, para completar o mandato, até 15 de novembro de 1910. Apesar de seu curto período na presidência, teve uma boa gestão, inaugurando o ensino técnico-profissional no país, organizando o Ministério da Agricultura e tentando a implantação da grande siderurgia, ao proceder aos primeiros estudos nesse sentido.

Voltaria à presidência do Estado do Rio, em 1914, da qual se afastou para assumir o Ministério das Relações Exteriores, em maio de 1917, desfazendo, então, o clima de "neutralidade suspeita", na Primeira Grande Guerra (1914-1918), ao determinar o reconhecimento do estado de guerra entre o Brasil e a Alemanha. Voltou ao Senado, em 1918 e, em 1921, liderou o movimento da Reação Republicana, candidatando-se à presidência da República, contra Arthur Bernardes, candidato das forças majoritárias. Nessa época, havia intensa agitação, devido ao episódio das cartas falsas, atribuídas a Bernardes, contendo insultos ao Exército e que, depois, verificou-se ser obra do falsário Oldemar Lacerda. A questão culminaria com o fechamento do Clube Militar e a prisão de seu presidente, marechal Hermes da Fonseca, o que levaria ao movimento revolucionário de 1922, que passou à História como "o episódio dos Dezoito do Forte". Em conseqüência disso, Nilo sofreu prisão domiciliar, apesar de ser senador e gozar de imunidades. Isso, porque, nas eleições de março de 1922, era inevitável a sua vitória, a não ser que houvesse fraude, pois ele tinha apoio dos principais Estados. Mas houve fraude e o Congresso proclamou a vitória de Bernardes.

Às vésperas da posse de Bernardes, Nilo escrevia, em manifesto á nação : "Eu, pelo menos, não me renderei; e hei de manter essa atitude, isolado que fique, destinando os poucos anos que me restam de vida à obra de regeneração da República". Altivo, como sempre, ele serviu de exemplo para que, anos depois, se tentasse salvar o regime, que se deteriorava nas mãos de oligarquias.


Biografia de outros presidentes da República do Brasil que foram maçons:


Deodoro da Fonseca - veja biografia
Floriano Peixoto - veja biografia
Prudente de Moraes - veja biografia
Campos Salles - veja biografia
Hermes da Fonseca - veja biografia
Wenceslau Brás - veja biografia
Delfim Moreira - veja biografia
Washington Luís - veja biografia
Nereu Ramos - veja biografia
Jânio Quadros - veja biografia