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Presidentes da República que foram Maçons

Prudente de Moraes

Prudente José de Moraes Barros, nascido a 4 de outubro de 1841, em Itu (SP), e falecido a 3 de dezembro de 1902, em Piracicaba (SP), foi advogado, político e o primeiro presidente civil da República. Em 1859, ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo, onde fez amizade com colegas, que teriam grande influência em sua vida e na campanha republicana, como Rangel Pestana, Campos Salles e Bernardino de Campos.

Graças a essas amizades, é provável que ele tenha sido iniciado maçom , nessa época --- 1862, ou 1863 --- através da Loja "Sete de Setembro", da Capital de S. Paulo, fundada por seus amigos Campos Salles e Rangel Pestana, embora existam autores que afirmam que ele tenha sido iniciado na Loja "Beneficência Ituana", de Itu (SP), o que não é comprovado. Não restam dúvidas, todavia, de que tenha sido maçom, já que, em 1875, constou como um dos fundadores da Loja "Piracicaba" , de Piracicaba (SP), e, quando ele já era presidente da República, o seu nome foi lançado como candidato ao Grão-Mestrado do Grande Oriente.

Vereador e, depois, deputado, representou o Partido Republicano na Assembléia Provincial e na Assembléia Geral. Ao ser implantada a República, foi membro da Junta Governativa de S. Paulo e, quando extinta esta, foi nomeado governador do Estado. Depois, como senador, foi eleito presidente da Constituinte e lançado candidato à presidência da República, sendo derrotado, por pequena margem, por Deodoro. Em 1894, foi eleito presidente, sendo empossado a 15 de novembro.

Em 1894, a agitação do período de Floriano continuava. Embora, logo no início do mandato de Prudente, já tivesse sido assinado, em Pelotas, o tratado que punha fim à Revolução Federalista do Rio Grande do Sul --- 23 de agosto de 1895 --- o governo teve de enfrentar, no mesmo ano, a revolta da Escola Militar e, em seguida, a revolta de Canudos, eclodida no sertão da Bahia, sob a liderança de Antônio Conselheiro e que a custo seria controlada. Além, todavia, da situação político-social, a financeira também era grave, ainda por reflexo da desastrada política de encilhamento, implantada por Rui Barbosa (quando ministro de Deodoro), a qual permitia, aos bancos particulares, emitir dinheiro.

A inflação calamitosa, provocada por emissões descontroladas, a qual forçou Prudente a fazer a consolidação de todas as dívidas externas, trouxeram-lhe desprestígio e queda de popularidade, que só seriam readquiridos quando ele sofreu um atentado, a 5 de novembro de 1897, em frente ao Arsenal de Guerra, perpetrado pelo cabo do Exército, Marcelino Bispo de Melo, no qual seria assassinado o ministro da Guerra, marechal Carlos Machado Bittencourt. Decretado estado de sítio e instaurado inquérito, concluído em janeiro de 1898, concluiu-se que o cabo Marcelino teria sido o braço armado por conspiradores palacianos, entre os quais estariam o vice-presidente, Manoel Victorino, Barbosa Lima, Francisco Glicério e Irineu Machado. Vários deles seriam desterrados para Fernando de Noronha, enquanto Glicério recolhia-se a São Paulo, sendo, depois, impronunciado.

Em 1898, Prudente entregava o governo a Campos Salles, retirando-se para Piracicaba.


Biografia de outros presidentes da República do Brasil que foram maçons:


Deodoro da Fonseca - veja biografia
Floriano Peixoto - veja biografia
Campos Salles - veja biografia
Nilo Peçanha - veja biografia
Hermes da Fonseca - veja biografia
Wenceslau Brás - veja biografia
Delfim Moreira - veja biografia
Washington Luís - veja biografia
Nereu Ramos - veja biografia
Jânio Quadros - veja biografia