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DUQUE DE CAXIAS - 25.08.99 - "DIA DO SOLDADO"     

 

            Dentre as solenidades do nosso calendário cívico, destacamos o dia 25 de Agosto, não só como homenagem, mas como preito de gratidão ao patrono do nosso glorioso Exército, Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias que, além de militar, foi político, estadista e maçom de grande expressão.
            Por se tratar de uma das mais ricas biografias, deve ser divulgada, não só nos quartéis, mas nas instituições comprometidas com os valores cívicos nacionais, tais como as Lojas Maçônicas, os Clubes de Serviços, os educandários, o Poder Legislativo, em todos os níveis, sendo dever de todos promover manifestações cívicas que nos evocam a um passado de feitos inesquecíveis, capaz de despertar o nosso sentimento cívico em defesa dos altos interesses da Nação, no momento em que alguns segmentos da mídia insistem em denegrir a imagem das nossas FFAA, desviando o foco das discussões sobre a sua importância no cenário atual para assuntos que não contribuem para construir o nosso futuro.

 

            O próprio Pte. Lula, em recente pronunciamento disse: "As funções das Forças Armadas são complexas e os militares têm muito a proteger devido à extensão territorial do Brasil. A garantia da soberania do Brasil e a adequada defesa do território exigem um esforço metódico. A contribuição das FFAA para o Brasil vai muito além do desempenho de suas funções constitucionais primordiais. Elas também se destacam como um poderoso fator de integração nacional, como exemplos os serviços prestados às comunidades distantes e a participação em programas sociais, como o Fome Zero"(O Globo, 14.08.03).
Descendente de uma família de militares, nasceu em Vila Estrela em 25.08.1803, hoje Duque de Caxias, com apenas 5 anos de idade, foi autorizado por D.João VI para assentar praça, a pedido de seu pai, o Marechal-de-Campo Francisco de Lima e Silva. Já na Academia Real Militar, aos 19 anos concluía os estudos de engenharia em 1821 e serviu na unidade de elite do Exercito do Rei, o 1º Batalhão de Fuzileiros, até chegar à patente de Marechal-de-Campo. Seus feitos militares nos enchem de renovado júbilo sempre que o reverenciamos.
            O título de duque que lhe foi concedido em 1869, ao final da guerra do Paraguai, é o único em nosso Pais em reconhecimento pelos seus incontestáveis méritos pessoais, merecendo destaque a sua marcante liderança, o humanismo nas suas ações, a retidão de seu caráter e os elevados princípios morais e éticos de que era cultor.
Marcou sua vida uma linha ascensional, inflexível e inapagável, constituindo-se em patrimônio imensurável do povo brasileiro e paradigma para as nossas futuras gerações.
            Participou de várias campanhas internas: Rebelião na Bahia em 1823; como capitão, participou da Guerra da Cisplatina; depois, no Maranhão, a revolta "Balaiada". Atuou, ainda, em SP, MG e RS. saindo-se vitorioso em todas elas.
Sem abdicar-se das virtudes de líder combativo, enérgico e disciplinador, manteve sempre a serenidade e o espírito de justiça em relação aos derrotados. Essa postura contribuiu para inspirar-lhes confiança e respeito e, ao mesmo tempo, serenar os ânimos, o que lhe valeu o codnome de "O Pacificador".
            Após atingir a patente de Marechal-de-Campo, foi ministro da Guerra, senador e presidente do Conselho de Ministros. Aos 63 anos, foi nomeado Comandante das Forças do Império na Guerra do Paraguai.
Em 1851/52, coube a ele a tarefa de combater no Uruguai e na Argentina., respectivamente as forças comandadas por Oribe e Rosas, as quais derrotou.
            Na guerra do Paraguai, substituiu o general argentino Mitre, que comandava as tropas aliadas do Brasil, da Argentina e do Uruguai, de acordo com o tratado de Tríplice Aliança, executou a célebre marcha do franco, em 1866, entrando na fortaleza de Humaitá
            Dois anos decorridos, o extraordinário estrategista registrou na história a patriótica inscrição "os que forem brasileiros, sigam-me", marchando sobre Itororó, Avai, Lomas Valentim e Angustura, cujas batalhas ficaram famosas, com a denominação de dezembradas, porque foram travadas e vencidas no mês de dezembro.
No mês de janeiro de 1869, com a sua entrada triunfal na capital do Paraguai, termina a guerra com elevadas perdas para todos os países participantes.

Ir.: Wilson de Araújo Barros.