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Os Dois Lados do Efeito Estufa e o Futuro do Planeta      

Data: 03 de Março DE 2004.

Como se sabe, com o aumento progressivo da devastação de matas e florestas e a crescente emissão de gases poluentes, jogados na atmosfera terrestre, os níveis de dióxido de carbono na atmosfera têm aumentado desde a Revolução Industrial, após 1780. Corroborando com isto, recentemente as destruições das florestas tropicais agravaram o problema, uma vez que as árvores absorvem o dióxido de carbono na sua fotossíntese. E como também com a emissão de dióxido de carbono e outros gases de estufas, produzidos por fábricas, industrias de automóveis, se continuar no ritmo atual a temperatura média global pode aumentar em 1,8ºC até o ano 2030.

Diante da correlação intrínseca entre o efeito estufa e o eminente aumento paulatino da aridez da biosfera terrestre, será inevitável a diminuição progressiva dos índices pluviométricos (chuva) em todos os quadrantes da biosfera terrestre. Para se entender um pouco do comportamento físico-químico dos fenômenos meteorológicos, será preciso que se adentre ao conhecimento da atmosfera terrestre. É interessante fazer uma analogia das duas principais camadas, ou seja, a Troposfera e a Estratosfera. Especificamente, a troposfera, porque todos os fenômenos meteorológicos que interferem na Terra: chuvas, umidades, ventos, nuvens, ocorrem nesta camada.

E afinal, para uma melhor compreensão da atmosfera terrestre, transcrevo aqui um pouco sua dinâmica. Até cerca de 80 km de atitude, a composição química da atmosfera é a mesma. A partir daí, diminui consideravelmente a quantidade de nitrogênio e oxigênio. A maioria dos gases concentra-se nas áreas mais baixas e vão diminuindo conforme aumenta a altitude. Nas baixas camadas da atmosfera, principalmente na troposfera, que tem uma espessura de 18 km no Equador, e nas latitudes média tem 12 km de espessura, enquanto que nos pólos tem uma espessura de 8 km. A temperatura do ar, também diminui a medida que aumenta altitude. Isso ocorre até por volta de 40 km acima da superfície terrestre, na estratosfera, onde se encontra a camada de ozônio. Nessa altitude a temperatura do ar é -100ºC negativos. Acima dessa camada (de ozônio), a temperatura, sobe novamente, até atingir 150ºC positivos nas atitudes acima de 50 km.

E, mais ainda, a atmosfera tem um comportamento (oscilação) vertical, ou seja, à proporção que a pressão atmosférica vai subindo, devido o calor provocado pelo efeito estufa, as sua camadas vão se deslocando (oscilando) mais para cima, principalmente a troposfera, a camada responsável pela formação de chuvas.

Então, como é sabido que o ciclo fechado da chuva é a interação da evaporação, como a condensação e consequentemente a precipitação (a chuva propriamente dita). Mas, decorrente do efeito estufa, que por um lado, provoca calor, pois é favorável à evaporação, mas pelo outro lado, aumenta a pressão atmosférica, que por sua vez, provoca o deslocamento (oscilação) da troposfera mais para cima. Em conseqüência disto, às vezes (na maioria das vezes), tira a condensação na formação de chuvas, pois o ar quente tem capacidade para conter um certo limite de vapor de água. No entanto, para que exista a condensação, será preciso que o vapor de água (umidade do ar), que está em ascensão, encontre uma camada de ar frio, como se pode observar quando se está tomando Whisky com gelo ou cerveja (estupidamente gelada), a umidade do ar do meio ambiente existente se condensa na parede externa do copo. Para se condensar e consequentemente se precipitar, e naturalmente formando chuvas. Entretanto, o efeito estufa, como se sabe, tira essas condições. Teoricamente, dissipa (aquece) a massa de ar frio, na troposfera, que funcionará como elemento condensador do vapor d'água (umidade ambiental), que estaria se saturando, deixando esta massa de ar mencionada anteriormente quente e seca. Portanto, imprópria para formação de chuva.

Apesar de todos os efeitos maléficos causados por este efeito estufa ao meio ambiente e à humanidade, provocado pelo próprio homem, existe uma luz no final do túnel. Com o aquecimento global, haverá degelo das calotas polares, que, por via de conseqüência, aumentará a liquefação das suas massas polares (frentes frias) diminuindo suas densidades, devido aumentar suas gasosidades, decorrentes dos aquecimentos dessas referidas massa polares, dinamizando sua fluidez no deslocamento periódico dessas referidas frentes frias, para os seus continentes adjacentes. Portanto, são essas já conhecidas frentes frias que levam chuvas para muitos ecossistemas do nosso planeta.

É interessante observar, também, que o aquecimento global causará degelo das geleiras continentais e geleiras de montanhas. Então, os degelos dessas mencionadas geleiras, drenarão (irrigarão) suas respectivas regiões, tornando-os, seus microclimas mais úmidos. Por conseqüência, criando um clima, favorável à formação de chuvas.

A mídia, também, especula, devido ao aquecimento global, que as calotas polares até o ano 2050, vão se derreterem (até um certo ponto) que elevarão os níveis dos mares e oceanos até setenta centímetros.

Apesar deste aumento dos níveis dos mares e dos oceanos que certamente atingirão muitas metrópoles nacionais e internacionais litorâneas como, por exemplo, Recife/PE - Veneza brasileira, Haia e Amsterdã na Holanda, mas, certamente o homem (poder público) se adaptará a essa nova realidade, construindo diques e muros de arrimos, evitando desta forma o avanço do mar nos bairros de suas orlas marítimas mais baixas...

Então por via de conseqüência todos os deltas, fozes, estuários, barras dos rios e mais, enseadas, baias, golfos, estreitos e canais (Canal da Mancha, Canal de Suez e Canal do Panamá) e principalmente o mar Mediterrâneo e o mar Vermelho e outros, aumentarão seus níveis e consequentemente seus respectivos espelhos da água, ressurgindo e revivendo muitos manguezais, (já mortos), ou seja, revitalizando muitos ecossistemas litorâneos já a beira da falência.

E o mais importante em tudo isto, é o aumento dos espelhos da água nos delta dos rios, baias e canais. Por serem suas águas, mais ou menos paradas em comparação as águas dos oceanos propriamente dito, pois são, águas estas em constante movimento, devido suas correntes oceânicas, que renova instante em instante a superfície de suas águas, através das "ondas", impossibilitando, as vezes, o aquecimento de suas águas para evaporação, enquanto que, as águas quase parada das baias, dos deltas favorecem ao seu aquecimento, principalmente nos meses de verão, estação do calor, tornando-a susceptível a evaporação na formação de chuvas.

Entretanto, este aumento dos níveis dos mares e oceanos trará um aspecto positivo. Como é sabido, que os mares e oceanos, vem através dos bilhões, milhões, milênios e anos a fio, perdendo (diminuindo) seu nível, decorrente do congelamento das calotas polares e principalmente, devido ao ciclo das chuvas, se não vejamos: Em sua grande totalidade (acima de 50%), as chuvas são formadas, a partir da evaporação das águas dos mares e oceanos, através de formação de nuvens que são levadas para as regiões continentais por intermédio dos ventos (correntes marítimas) que se convergem com a umidade do ar existente em cada região (umidade relativa do ar), este vapor da água, ganha altitude, que se encontra com uma camada mais fria na atmosfera e consequentemente este vapor da água, se condensa e precipita em forma de chuvas.

Logicamente as águas das chuvas não voltam totalmente para os mares e oceanos. Uma parte fica retida nos lagos, lagoas, represas e barragens construídas pelo homem; outra parte infiltra-se no solo ficando retido nos lençóis freáticos; outra parte à própria vegetação, os animais e o homem a consomem e outra parte é simplesmente dissipada pelo ar atmosférico. Pelo seguinte fato de serem evaporadas em estação de seca e por aí vai.

Em suma, se continuar no ritmo que vai a devastação ambiental, que tira o equilíbrio da natureza. Certamente, levará ao clima do planeta Terra, há um principio de desertificação, que paulatinamente vai tornando o seu clima, a uma condição climatérica, tornando o planeta terra, a uma condição letal a quaisquer espécie de vida. Pensem nisso!

ADIMA, deste 2001, esta pregando a urgência de fazermos plantios de árvores nativas em grande escala, mas parece que a discussão sobre o Meio Ambiente esta surtindo efeito para realizar reuniões e as empresas liberarem os seus funcionários no horário de trabalho e quando tem uma atividade com ações praticas, ou seja um plantio com a finalidade de recuperar uma área ou para efeito de Educação Ambiental nas escolas, aparecem poucas pessoas ou quase ninguém. PRINCIPALMENTE SE FOR NO FINAL DE SEMANA, mas se for no horário de trabalho, aí sim aparece um número significativo.

Companheiros vamos realizar mais ações práticas e com urgência, pois os nossos filhos e os filhos dos nossos filhos irão cobrar esta falta de respeito e descaso com o MEIO AMBIENTE, que estamos deixando para eles. Nós seremos cobrados e criticados severamente por esta OMISSÃO COM A CAUSA AMBIENTAL.


EXTRAÍDO DO LIVRO: ÁGUA:
A ESSÊNCIA DA VIDA.

ADIMA ONG Ambientalista.

Fundada em 22 de novembro de 1983 e Reconhecida como de Utilidade Pública Mun. de Gov. Valadares em 1986.

Venha trabalhar com a ADIMA e ajude a atender melhor as escolas da rede Municipal e Estadual de nossa comunidade que esta sempre querendo trabalhar em prol da causa ambiental.

Muito obrigado pela atenção e um tríplice e fraternal abraço .

Ir\ João Alves O. Filho
Membro da Loja Maçônica Mestres
do Vale Nº 1065 - Oriente Gov. Valadares
Presidente da ADIMA ONG Ambientalista